
salve dom joão vi! salve marquês do pombal! salve salazar destruidor de corações!
salve camões! salve fernando pessoa, e todas as suas máscaras de poetas simbolistas franceses do século xix! salve saramago!
salve o povo lusitano! que com todo o seu pioneirismo marítimo e o seu lirismo nato, até hoje ainda não aprendeu como dizer adeus.
e por causa disso eu vim aqui. dizer que pela companhia, pelo absinto, pelas risadas, pelas mentiras, e pelas madrugadas, foi uma honra, obrigado, não há de quê, desculpa, e até a próxima!
eu não simpatizo muito com jack kerouac, mas uma vez ele disse uma coisa bonita:
que sensação é essa de estar se afastando das pessoas, até que delas você só consegue distinguir, ao longe na planície, manchas dissolvendo-se no infinito? — é o mundo que nos engole, é o adeus. mas nós nos inclinamos à frente, rumo à próxima louca aventura sob o céu.


